Ano começa ruim para confecções

Enquanto a produção de itens têxteis subiu bem acima da média das indústrias brasileiras em janeiro, vestuário amarga uma das piores quedas.

Se a indústria brasileira de transformação começou o ano com aumento de atividade de 2% sobre dezembro, o setor de produtos têxteis exibiu alta ainda maior, de 5,6%, no mesmo período. As confecções de artigos de vestuário e acessórios fizeram, porém, o caminho inverso, com queda de 5,8%, um dos piores resultados em janeiro junto com o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustível, mostra o resultado da pesquisa mensal que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgou ontem, 4 de março.

Com esse resultado, a alta da indústria têxtil não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas em 2014 e a situação das confecções foi agravada. Na comparação com janeiro de 2014, os indicadores continuam desfavoráveis, revelando o encolhimento da atividade industrial no Brasil. O recuo do nível industrial nesse período foi de 5,2%. A atividade de produtos têxteis caiu 9,3% e vestuário despencou 14,3%, em relação a igual mês do ano anterior, informa a pesquisa do IBGE.