Repor estoque fica mais caro

Na contramão da indústria em geral, cujos preços para o produtor caíram 0,58%, os setores têxtil e de vestuário aumentaram o custo de venda em fevereiro.

Novamente, as confecções de roupas foram a atividade industrial que mais aumentou os preços no atacado. Sobre a alta de janeiro de 2,83%, as empresas do setor aplicaram reajuste de mais 2,05% em fevereiro. O aumento no setor têxtil foi menor – de 0,87% – porém, mais alto que o aplicado em janeiro. Os dois setores seguiram por caminho oposto ao trilhado pela indústria em geral, cuja média mensal registra queda nos preços do atacado de 0,58%, informa a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizada para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor).

De acordo com o relatório da pesquisa, os aumentos das roupas no atacado são justificados pela entrada das novas coleções. “E, em alguns casos, como reportado pelas empresas, o fato de importarem algumas matérias-primas têm tido impacto de custo, haja vista que o real, em relação a fevereiro de 2015, foi depreciado em mais de 40,0%”, esclarece o relatório. Os principais itens a terem aumento foram calças compridas e bermudas para mulheres, além de camisetas e camisas para homens e mulheres.

Pesou na indústria de produtos têxteis, em fevereiro, os aumentos para o atacado nos preços de tecidos, fios e roupas de banho que, na pesquisa do IBGE, é analisada nessa categoria.

Das 30 atividades monitoradas para a pesquisa, dez aumentaram os preços no atacado. As demais derrubaram preços, em relação a janeiro. A queda na indústria de transformação foi de 0,57% e na extrativista alcançou 1,13%.