Roupas voltam a cair em fevereiro

Apenas moda, alimentação e bebidas reduziram os preços no varejo em relação a janeiro, em mês no qual a inflação brasileira avança 0,33%.

Se tradicionalmente os preços de roupas caem duas vezes por ano, em janeiro e julho, o início de 2017 repete 2015 e fevereiro registra recuo de 0,13%, sobre o mês anterior que já recuara 0,36%. Os dados da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatísticas) para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) revelam que o indicador do mês caiu basicamente porque as roupas de homens, mulheres e crianças ficaram ainda mais baratas em fevereiro quando comparadas com janeiro.

Na atividade, o índice ainda é composto por tecidos, que tiveram alta de 1,03%, sem refletir a desaceleração de janeiro; calçados que aumentaram 0,23%; jóias e bijuterias que subiram 0,25%. As roupas de criança caíram 0,62% em fevereiro, a de homens recuaram 0,35% e a de mulheres desceram 0,26%, diante da inflação brasileira que subiu 0,33% em relação a janeiro, mostra a pesquisa do IBGE.

A queda de 0,13% no preço das roupas só foi menor que a encontrada no segmento de alimentação e bebidas que registrou declínio de 0,45%. As sete outras atividades monitoradas pela pesquisa mostram alta de preços.

COMPORTAMENTOS DOS PREÇOS NAS CAPITAIS
Das 13 capitais tratadas com destaque pelo IBGE, sete contribuíram para a queda do IPCA na atividade composta por vestuário, calçados, jóias e bijuterias. As três cidades em que comprar moda ficou mais barato que janeiro foram: Fortaleza, no Ceará, com queda de 0,99%; Porto Alegra, no Rio Grande do Sul, que teve recuo semelhante à capital cearense, de 0,97%; e Vitória, com redução de 0,59%.

Entre as outras seis capitais que elevaram os preços de roupas, Goiânia (GO) elevou em 0,61% e Campo Grande (MS) subiu 0,43%, ambas bem acima da inflação oficial brasileira. Curitiba (PR) aumentou 0,17%, quase no mesmo patamar do IPCA geral. As lojas de São Paulo e Rio de Janeiro seguraram os aumentos: o índice na capital paulista foi de 0,06% e no mercado carioca teve variação positiva de 0,03%.